Releases dos filmes ACÁCIO e A FALTA QUE ME FAZ, ambos da diretora Marília Rocha, que estreiam na próxima sexta-feira no Usiminas Cinema Belas Artes em Belo Horizonte..
ACÁCIO
Segundo longa-metragem da diretora Marília Rocha, tem como protagonista o artista plástico português Acácio Videira, que entre 1918 e 2008 dividiu a vida em três continentes. Nascido em Portugal, Acácio e sua esposa, Maria da Conceição, abandonaram a terra natal para se casar secretamente em Angola. Trinta anos depois, migraram para o Brasil fugindo da Guerra de Independência. A partir da história do casal, o filme interliga os três países e reflete sobre as relações coloniais, a guerra e a memória.
Durante o tempo em que viveu em Angola, Acácio produziu filmes e fotografias sobre a vida de povos angolanos e colonos portugueses. A descoberta desse acervo inédito levou a equipe do filme a conhecer o casal e realizar um documentário com eles. Depois de filmar Acácio e Conceição por dois anos, foi realizado o trajeto inverso daquele feito por eles. Do Brasil a equipe partiu para Angola e Portugal, lançando um novo olhar sobre os lugares onde viveram e não conseguiram esquecer.
A realização do filme durou quatro anos. A pesquisa teve início em 2005, a partir de uma parceria de Marília Rocha com a pesquisadora e produtora Glaura Cardoso. A filmagem durou dois anos e a montagem um ano. A equipe principal o filme contou com a fotógrafa e montadora Clarissa Campolina, montagem e concepção sonora de O Grivo, captação de som de Pedro Aspahan e produção de Diana Gebrim, Helvécio Marins Jr e Luana Melgaço.
A produtora Teia realizou ACÁCIO com recursos da Lei Rouanet e Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, foi patrocinada pela Vivo e Destilaria Jalles Machado e teve apoio Plena Transmissoras. A distribuição em salas de cinema conta com o incentivo da Lei do Audiovisual da Ancine e recursos do Filme em Minas – Programa de Estímulo ao Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais que é patrocinado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).
A FALTA QUE ME FAZ
O fim da adolescência, as marcas do amor, a amizade, perdas e separações. Conflitos, prazeres e angustias da passagem para a idade adulta. Este é o fio condutor de A falta que me faz, terceiro longa-metragem de Marília Rocha.
Filmado durante um inverno, na cordilheira do Espinhaço, em Curralinho (região de Diamantina, em Minas Gerais), o documentário aborda um grupo de garotas em um momento de transição. Alessandra, Priscila, Shirlene e Valdênia vivem um romantismo impossível, que as enlaça com homens de fora, deixando marcas em seus corpos e na paisagem a seu redor. Entre festas, namoros e contradições da passagem para a idade adulta, cada uma encontra sua maneira particular de resistir à mudança e existir na incerteza.
O documentário, produzido pela Teia, foi realizado ao longo de quase dois anos. As filmagens ocorreram de abril de 2008 a agosto de 2009. Segundo Marília, o contato com as meninas se deu através de uma pesquisa para um documentário que abordaria a extração de flores secas na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. “Eu estava fazendo um filme com catadores de sempre-vivas quando conheci as meninas de Curralinho. Depois desse encontro, o projeto teve uma virada e o filme foi realizado apenas com elas”, diz.
A falta que me faz foi selecionado para o 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em novembro de 2009. A première internacional do filme foi no 39º Festival Internacional de Roterdã, em fevereiro de 2010. Em 2010, foi exibido na Argentina, Rússia, México, Portugal, Canadá, Itália, Chile e Cuba. Foi também vencedor do Prêmio do Júri de Melhor Filme no 5º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.
Marília Rocha (diretora) – vive e trabalha em Belo Horizonte (Brasil). É mestre em Comunicação Social pela UFMG e uma das integrantes do núcleo Teia. Seus primeiros filmes, Aboio e Acácio, foram exibidos em festivais e mostras de cinema em diversos países, como MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (EUA), É Tudo Verdade (Brasil), Festival de Roterdã (Holanda), Bafici (Argentiva), Festival de Guadalajara (México), Doclisboa (Portugal), entre outros. A falta que me faz é seu terceiro longa-metragem.
Teia – fundada em 2003 em Belo Horizonte, a TEIA é composta por Clarissa Campolina, Helvécio Marins Jr., Leonardo Barcelos, Marília Rocha, Pablo Lobato e Sérgio Borges. Seus filmes ganharam mais de 60 prêmios em festivais brasileiros, alguns deles nos mais importantes festivais do país, como o de Brasília (melhor curta com “Trecho”, 2006), É Tudo Verdade (Melhor longa brasileiro com “Aboio”, 2005) e Festival do Rio (Melhor longa documentário pela ABD&C com “Acidente”, 2006).
Uma das produtoras brasileiras de maior destaque no cenário internacional, a TEIA teve ainda seus filmes selecionados para alguns dos maiores eventos e festivais de cinema no mundo, como Locarno, Sundance, Roterdã, Karlovy Vary, MoMA (Nova Iorque), e recebeu prêmios em importantes festivais internacionais, como Guadalajara, (“Acidente”, 2007) Mannheim-Heildelberg (“Nascente”, 2006), L’Alternativa Barcelona (“Nascente, 2006), JVC Tokyo Film Festival (“Duralex Sedlex”, 2003), Santa Maria da Feira, Portugal (“Silêncio” e “Nascente”, 2005). Mais informações no site www.mariliarocha.com .
Patrocínio – A falta que me faz foi realizado pela Teia com o incentivo da Lei do Audiovisual e recursos da terceira edição do Filme em Minas – Programa de Estímulo ao Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais que é patrocinado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).
Notas imprensa
“In a remote mountain area in the beautiful [Brazilian state of] Minas Gerais, Brazil’s best documentary maker right now follows four friends at the end of their adolescence for one winter long, as they reach maturity.”
International Film Festival Rotterdam Curatorship
“Muito expressivo do ponto de vista visual, é um filme de identidade feminina, sensível, respeitoso de falas, sotaques e sentimentos. Belo, muito belo”
Luiz Zanin – O Estado de S. Paulo
“O filme faz vir a nós um universo complexo, simples, comum e fascinante. De quantos filmes brasileiros contemporâneos pode-se dizer isso?”
Francis Vogner – Revista Cinética
“Um exercício estético e humano que tateia as possibilidades do cinema”
Ana Paula Souza – Folha de S. Paulo
“Instigante e inventivo”.
Roger Lerina – Zero Hora
“Um filme simples e poético, uma visita reveladora de um universo que parece parado no tempo”
Marcelo Lyra – site Cinequanon
Marília Rocha






4 Comentários
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